Paróquia Bom Jesus

Palavrinha Carinhosa e Evangelizadora do Pároco

Sobre a vida Sacramental

 

Meus Queridos, em nossa Igreja Católica existe o Código de Direito Canônico que tem por objetivo nos ajudar a conhecer e viver a Lei Maior de Jesus: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei!” - Evangelho de São João 13,34.

 

Vez ou outra nas minhas Homilias procuro ensinar um pouquinho do sentido primordial do Direito Canônico para que tenhamos sempre diante dos olhos a Salvação das almas que, na Igreja, deve ser sempre a Suprema Lei.

 

Nestes tempos de Coronavírus, nós padres da Diocese de Santo Amaro, estamos em contato com doentes quando vamos a Hospitais para o Sacramento da Unção dos Enfermos, como também nas Exéquias nos Cemitérios.

 

Isto faz de nós, Sacerdotes, Grupo de alto Risco. Podemos ser contaminados como também sermos agentes de contaminação.

 

O Governo decretou distanciamento social obrigatório. Não celebramos Missa com o povo exatamente para não provocar aglomeração. Não há Batismos e Casamentos. Não há atendimentos de Direção Espiritual ou longos diálogos entre padre e paroquiano.

 

Tenho ministrado o Sacramento da Unção dos Enfermos, mas algo precisa ser esclarecido.

 

Primeiro esclarecimento que precisamos tomar posse como cristãos: Quem NÃO recebeu o BATISMO, NÃO pode ser admitido validamente aos outros Sacramentos. Os Sacramentos do BATISMO, do Crisma e da Ordem Sacerdotal não podem ser repetidos. Somos batizados uma ÚNICA VEZ na Vida.

 

O Segundo Esclarecimento muito propício para nossos tempos atuais: NÃO se pode dar absolvição ao mesmo tempo a várias pessoas sem prévia confissão individual. Não existe Confissão Comunitária.

 

Terceiro Esclarecimento: O Sacramento da Unção dos Enfermos perdoa os pecados? Todo Sacerdote, e SOMENTE ELE, ou o BISPO podem administrar validamente a Unção dos Enfermos. Nem o Diácono pode ministrar o Sacramento da Unção dos Enfermos. O Sacerdote com a própria mão pode ungir a fronte da pessoa, a testa, pronunciando integralmente a fórmula do Sacramento. De acordo com as prescrições do Bispo Diocesano pode-se fazer a Celebração Comunitária da Unção dos Enfermos, ao mesmo tempo para diversas pessoas, mas sem aglomeração conforme Decreto do Governo em vista da Pandemia.

 

Sabe onde está a sua Bíblia? Pegue-a imediatamente.

 

O Sacramento da Unção dos Enfermos tem FUNDAMENTO BÍBLICO nas palavras de JESUS no Evangelho de São MARCOS, 6,13, e na Carta de SÃO TIAGO 5,14-15.

 

Consultou as duas passagens bíblicas? Então, agora LEIA com atenção redobrada, o Sacramento da Unção dos Enfermos, SIM, perdoa os pecados, mas com efeito secundário. O que é efeito secundário? Imagine Você contratando uma Empresa para construir o SEGUNDO ANDAR de uma residência. Antes de realizar a obra, a construtora percebe que o PRIMEIRO ANDAR não está bem edificado. Então, a primeira finalidade da Unção dos Enfermos é curar a alma dos efeitos do pecado. O perdão dos pecados é efeito primário do Sacramento da CONFISSÃO.

 

Neste tempo de isolamento social que impossibilita a Igreja de organizar mutirão de Confissões, tenho a prudência Pastoral de ministrar pessoalmente o Sacramento da Unção dos Enfermos na Paróquia Bom Jesus. Devemos nos arrepender de nossas falhas humanas pois o perdão dos pecados não é algo mágico. Deve-se receber o Sacramento com boas disposições, pois a pessoa recebe a força e o dom de unir-se intimamente à Paixão de Cristo.

 

O Cânon 1007 do Direito Canônico nos ensina que não se deve administrar a Unção dos Enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave.

 

Aprendemos, pois, que podemos receber o Sacramento da Unção dos Enfermos, antigamente chamado de Extrema Unção, sem banalizar o Sacramento. Não é necessário solicitar o Sacramento de novo a não ser a pessoa cuja fragilidade humana se acentua.

 

Quem recebe a Unção dos Enfermos, segundo o Catecismo da Igreja Católica, pela Graça do Sacramento, contribui para a santificação da Igreja e para o bem de todos os seres humanos pelos quais a Igreja sofre e se oferece, por Cristo, a Deus Pai.

 

Então, tão logo a Pandemia esteja sob controle dos Órgãos Públicos, a Celebração Eucarística da Missa será retomada nas Paróquias de nossa Diocese, com a Graça de Deus.

 

No decorrer do ano vamos agendar datas para atendimento de Confissão Sacramental.

 

Perseveremos na Fé.

 

Deus Abençoe.

 

Padre Cláudio Dias.