Paróquia Bom Jesus

PALAVRINHA  AFETUOSA DO PÁROCO

DA PARÓQUIA BOM JESUS

 

 

Meus Queridos filhos e filhas espirituais da Paróquia e leitores espalhados pela nossa Mãe Pátria. 

 

Neste último fim de semana de Maio celebramos Pentecostes na Liturgia da Igreja. Busque lá sua Bíblia para uma leitura orante.

 

No Antigo Testamento existiram duas interpretações fundamentais da Festa de Pentecostes. No princípio, o Pentecostes era a Festa das Sete Semanas conforme o Livro de Números 28, 26 quando se oferecia a Deus a primeira colheita de grãos. A Lei acerca desta festa religiosa está no Livro do Êxodo 23,16 como também no Deuteronômio 16,9. Já nos tempos de Jesus a Festa tinha-se enriquecido de um novo significado. Era a Festa da entrega da Lei no Monte Sinai e da Aliança, a Festa que comemorava, em suma, os eventos narrados em Êxodo capítulos 19 e 20.

 

Está me acompanhando direitinho com as citações bíblicas?

 

Segundo cálculos nas Sagradas Escrituras, a Lei, de fato, foi dada no Monte Sinai 50 dias depois da celebração da Páscoa judaica e da saída do Egito. No Sinai, Deus deu a Moisés a Lei, o Decálogo, estabelecendo uma Aliança com o povo judeu. Quando se lê Atos dos Apóstolos escritos por São  Lucas, percebe-se uma certa intenção do autor ao descrever a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos com os traços que marcaram a manifestação de Deus no Sinai.

 

De súbito, iluminam-se as profecias dos profetas Jeremias e Ezequiel sobre a Nova Aliança: “Eis a Aliança que, então, farei com a casa de Israel - oráculo do Senhor: Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo”. - Livro de Jeremias 36,33. A Lei gravada não mais sobre tábuas de pedra, mas nos corações; não mais uma Lei externa, mas uma Lei interior. Quem leu meu Texto da semana passada recorda-se que citei Ezequiel capítulo 36, versículo 26: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo: tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne.” A nova Lei é o “espírito novo”, o Espírito Santo.

 

São Paulo Apóstolo na  Carta aos Coríntios se refere claramente à realização dessas profecias quando chama a Comunidade da Nova Aliança uma “carta de Cristo escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações.”

 

A História bíblica de Pentecostes conta que as pessoas estavam tão plenas do Espírito Santo, tão radiantes, o entendimento entre elas era tão perfeito, e se sentiam tão próximas, que quem as observava por perto só podia concluir que tinham tomado muito vinho. Estavam embriagados, alcoolizados. 

 

Veja, em latim, álcool é “spiritus”; e utilizamos a mesma palavra para a experiência religiosa mais profunda.

 

Deus toma posse do coração humano e coloca seu Trono na alma do homem. O próprio corpo se torna Templo do Espírito Santo. O Amor de Deus por cada um de nós é espantosamente particular e Sua Alegria conosco é profundamente pessoal. Cada pessoa é única. O problema que frequentemente se apresenta está na confusão que fazemos entre questões de estilo e questões de princípios. Quando não gostamos de alguma coisa, ou quando algo nos incomoda, tendemos a condenar isso por não podermos suportar a alegria “irresponsável” de Deus em criar tantos tipos diferentes de pessoas. Recordamos o filósofo existencialista Sartre ao dizer que o “Inferno são os outros!”

 

O que não conseguimos suportar é o caráter provisório de todos os nossos sistemas, especialmente os teológicos. Deus tem tanta alegria conosco que o Espírito Santo está sempre nos “engravidando” com o novo e o inesperado, ao nos tornar inadequados para as coisas, tais como são. Não estamos acostumados com uma “imagem” de um Deus alegre. Parece-nos até uma heresia! A “imagem” que temos da Divindade é a de um Deus carrancudo, muito sério, sisudo, imune a gargalhadas e a lágrimas. Deus não é uma essência monstruosa, um sádico que fica feliz quando sofremos, um corrupto que concede Graças a troco de dor.

 

Neste Pentecostes tão exclusivo por causa da Pandemia do indecente do Coronavírus, sugiro que façamos promessas bonitas a Deus, promessas que digam que O consideramos “Normal e Bonito” como nós. Deus não tem orgasmos quando sofremos. Ele sofre quando sofremos e dá gargalhadas quando gargalhamos. As lágrimas e o riso são duas expressões fundamentais do ser humano. Se o homem é criado à imagem e semelhança de Deus, adquirimos Dele a característica do riso e da lágrima.

 

Nosso Deus é muito “Humano”!

 

Deus lida com particularidades e trabalha os indivíduos através de suas Histórias pessoais e suas sensibilidades intransferíveis. As particularidades, o que faz você ser você, e eu ser eu, estão repletas de significado universal. Se Deus tivesse que esperar o melhor do nosso estado de ânimo, Ele seria incapaz de fazer qualquer coisa. Deus recolhe os toquinhos de Fé, as migalhas de nossa vontade e os estilhaços de Humanidade que a gente tem, e faz o melhor possível.

 

Eu creio que existe uma ligação autêntica e divina entre as pessoas. Consequentemente, contando algo da minha História, faço-o com a convicção de promover, de algum modo, uma conexão com a sua convicção, exatamente por haver uma História maior unindo todos nós. Experimentamos isso sempre.

 

Homens e mulheres compartilharam comigo algo de suas Histórias de Fé, ajudando-me a compreender a minha própria. Muitas pessoas, que não hesitaria em chamar de santas, auxiliaram-me, fazendo-me ser quem sou, ao localizar a minha Vida num contexto ou narrativa mais amplos do que sozinho eu jamais poderia imaginar.

 

Resumindo, fui formado por aqueles que descobriram em mim algo para ser AMADO. Não é extraordinário? Como devemos ser gratos a um imenso número de pessoas que nos fizeram acreditar e nos mantiveram na Fé, e viram em nós algo que nem nós mesmos conseguíamos ver? Já pensou? Eu mesmo cheguei a uma fase da Vida em que devo reconhecer uma dívida em relação àqueles que continuaram acreditando em mim, quando eu próprio não acreditava mais.

 

Todos temos nossas características e peculiaridades, nossas vulnerabilidades, deficiências e incapacidades. Os mais sábios dentre nós sabem que Amizade, Tenacidade, Senso Crítico, Espiritualidade Saudável e Resiliência nos salvam de sermos sufocados e vencidos pela sensação de cobrança crônica e fracasso iminente, de sermos seduzidos pela voz interior que nos diz que não temos valor. Vou conseguir? Vou fracassar? Vou desistir no meio da jornada? Às vezes é preciso uma crise para nos colocar de joelhos.

 

No Texto PALAVRINHA CARINHOSA DO PADRE do fim de semana passado pedi preces pelas crianças atônitas com a novidade do Distanciamento Social obrigatório que visa deter  a letalidade desta Pandemia. Hoje peço que rezem comigo por nossos políticos, isto mesmo, intercessão forte por nossas autoridades políticas.

 

Necessário se faz orar por nosso Presidente da República por mais que ele possa se autorizar vociferar palavrões de arrepiar o cabelo do Satã. Opa! Um palavrão. Se bem que SAUL chamou o próprio filho Jônatas de,.... nem ouso revelar. Gente Iluminada, vamos cessar essa murmuração de falso moralismo hipócrita. Palavrão para mim é FOME, CORRUPÇÃO, GUERRA, DESEMPREGO, VIOLÊNCIA, ANALFABETISMO. E antes que me acusem de um desejo de expressar uma suposta influência partidária, escrevo aqui que em 18 anos de Sacerdócio deste pobre padre caipira nunca me recusei rezar pelos três Presidentes anteriores apesar de não merecimento em vista do que fizeram com nosso País.

 

Sempre que uma Nação se encontra no caminho do perigo um instinto parece invocar os seus melhores cidadãos em primeiro lugar. Quando a Liberdade treme sob as trevas do verdadeiro perigo são sempre os patriotas quem ouve o murmúrio  primeiro. Quando a perda desta Liberdade paira na atmosfera as sirenes soam primeiro no coração da vanguarda dos guardiões. Todo político tem por obrigação moral saber o que de Sagrado reside na ponta esferográfica de sua caneta para elaborar leis e projetos para o bem comum de um povo.

 

O amor a sua própria Nação dá ao mais comum dos homens a mais incomum das liberdades!

 

Sabe aquelas duas palavras impressas no tecido da nossa Bandeira? Aquelas duas palavras anunciam um chamado para todos nós e a gente se congrega ou se autodestroe, pois se não há a ORDEM, jamais há o PROGRESSO. Não se pode torcer contra o Brasil. No decorrer da Pandemia celebrei a Missa às 03:00 horas da Madrugada sempre sozinho nestes últimos dois meses. Comecei a interceder pela classe política do nosso Brasil, mas não é uma novidade litúrgica. Todas as vezes que um sacerdote dá uma benção com o Santíssimo Sacramento, imediatamente reza pelo Papa, pelo Bispo Diocesano, o Clero, o Presidente da República e o Governador de Estado.

 

Nós, cristãos, temos AUTORIDADE sobre a Nação. As Sagradas Escrituras nos revela que devemos rezar pelas autoridades políticas mesmo que se digam incrédulas. A Primeira Epístola a Timóteo 2,2 exorta: “Preces por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade para que possamos viver uma vida calma e tranquila.” E creia: Deus age na Madrugada. O vento impetuoso do Espírito prefere agir nas sombras das horas da noite. Em Gênesis 32, Jacó luta de MADRUGADA com um Anjo e passou a chamar-se Israel.

 

Em Êxodo, capítulo 12, o Senhor Deus passou de MADRUGADA sobre o Egito, ferindo todos os primogênitos egípcios.

 

Em Êxodo, Capítulo 14, o Mar Vermelho se abriu de MADRUGADA.

 

Em Josué, Capítulo 6, no sétimo dia, de MADRUGADA, ao toque da trombeta as muralhas de Jericó desabaram.

 

Deus chamou o profeta Samuel de MADRUGADA no Templo do sacerdote Heli.

 

Em Isaías 26,9 o profeta anuncia que de MADRUGADA sua alma deseja e procura Deus.

 

O profeta DANIEL permaneceu uma MADRUGADA na cova dos leões e saiu ileso.

 

Em Marcos 1,35 Jesus ora de MADRUGADA. É hábito do próprio Jesus orar nas altas horas da noite.

 

Jesus caminha sobre as águas do Mar da Galileia às três horas da MADRUGADA.

 

Nos Evangelhos, Jesus ressuscita na MADRUGADA.

 

E mesmo que não conste em Atos dos Apóstolos a hora da Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos no Cenáculo de Jerusalém, naquele Domingo, sou audaz ao supor que foi de MADRUGADA, início da manhã, no frescor da aurora, pois se assim não fosse, por que das línguas de fogo? Fogo expulsa a escuridão.

 

Rezo por nossos políticos, primeiro porque nenhum deles tem o direito de usurpar mesmo que democraticamente da confiança de uma Nação, e segundo porque o Inferno deles, semelhante ao Inferno dos padres, é um dos piores do Inferno-Matriz. São obrigados pelos demônios a verem seus rostos refletidos num espelho e vomitam de nojo de si mesmos, um eterno vômito azedo como o cinismo e amargo como o arrependimento tardio.

 

Palavra de Deus para hoje é Epístola de São Judas Tadeu Capítulo Único, versículo 20 e 21. 

 

 

Com minhas Preces e Benção Sacerdotal,

Padre Claudio Dias.