Paróquia Bom Jesus

PALAVRINHA AMOROSA DO PADRE CLAUDIO.

 

 

Meus Queridos filhos e filhas espirituais da Paróquia Bom Jesus e leitores mil do nosso Brasil varonil. 

 

Há duas semanas escrevi no meu texto PALAVRINHA CARINHOSA a citação de árvores plantadas sobre túmulos num nobre cemitério administrado pela, nada mais, nada menos, nobreza do meu coração. Creio que os nobres de coração sobrevivem as mais fortes intempéries. Um dos leitores entrou em contato pelas Redes Sociais corrigindo-me quanto a palavra que dá nome a planta que produz romãs. Eu escrevi “Romeira” e o leitor diz que o correto é “Romãzeira”. Agradeço imensamente a solicitude de meu nobre irmãozinho que venera nossa Língua Portuguesa, porém, entretanto, por conseguinte, contudo, este pobre padre caipira não está errado 100% na escolha do termo Romeira! A palavra “Romeira” é um substantivo feminino para “romeiro”, ou seja, uma mulher peregrina, em romaria, como também serve na Botânica, romã-eira, romãzeira, a árvore da família das punicáceas, que produz romãs. Quando você for a Israel, prove do suco de romãs extraído na hora da fruta. 

 

Hoje dou início ao meu texto plagiando o poeta gaúcho Mário Quintana: “Cada dia mais me dou ao direito de fazer escolhas. Só como o que gosto! Só escrevo o que penso! Só faço o que quero! Só vou a um lugar se eu estiver com vontade. Por fim, estou ficando craque em VIVER!” 

 

Nas PALAVRAS AMOROSAS da semana anterior escrevi da possibilidade da LOUCURA extraordinária que é seguir e servir o SENHOR JESUS. O poeta carioca Olavo Bilac escreveu um pensamento excepcional sobre LOUCURA: “Somente os LOUCOS são capazes de realizar grandes empreendimentos neste Mundo! E as loucuras que resultam em bom desenlace passam a ser vistas como demonstrações de GÊNIO, ao passo que os que se julgam gênios, não conquistam vitórias em absolutamente nada, passam a ser os cretinos!”  

 

Vou contar uma historinha. Diz que um caminhoneiro mandou pintar a seguinte frase no para-lamas do seu caminhão: NÃO CARREGO PADRE, POLÍCIA E PROSTITUTA. Eis que um dia qualquer, numa estrada qualquer, um policial qualquer da Polícia Rodoviária Federal parou o motorista para uma inspeção de rotina e ao ler a frase, deu ordem expressa para apagar as palavras sob pena de ter o caminhão recolhido no pátio da Polícia. O caminhoneiro sentiu-se coagido a obedecer, mas indignado com a imposição de censura a liberdade de expressão, escreveu: APAGUEI, MAS CONTINUO NÃO CARREGANDO.

 

Minha Gente Iluminada, Tudo Passa! 

 

A gente aprende a duras penas que acreditamos que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Nos iludimos julgando donos das coisas e dos instantes, como também nos iludimos pensando ser donos dos outros. 

 

Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram e todos os dias felizes que se apagaram na memória. Eu creio que não perdi absolutamente nada. Aliás, perdi, sim, perdi apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre. 

 

A Palavra de Deus para hoje está no Livro de Eclesiastes Capítulo 3, do Versículo 1 ao 8. 

 

Despeço-me mais uma vez com a firme promessa de minhas perpétuas orações em favor de todos os bem-aventurados nesta Terra de bem-aventuranças. Despeço-me com a promessa de minhas Bênçãos Sacerdotais para cada um dos leitores que me honraram no decorrer destes cinco meses benfazejos. Despeço-me com poesia: Quem, porventura, me leu, bebeu o sangue de quem escreveu! O ritual da leitura é como a Hóstia Sacrossanta, uma refeição antropofágica. 

 

Deus Abençoe. 

Padre Claudio Dias