Paróquia Bom Jesus

PALAVRINHA AMOROSA DO PADRE

NESTE DOMINGO EM QUE SE CELEBRA

A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA.

 

 

Meus Queridos filhos e filhas espirituais da Paróquia Bom Jesus e leitores que me honram com fidelidade heroica.

 

Afinal, Nossa Senhora morreu?  No Monte Sião, em Jerusalém, do lado de fora das muralhas da cidade antiga, encontra-se a Abadia da Dormição de Maria e o Mosteiro da Ordem dos Beneditinos. De acordo com a Tradição foi neste local que a Virgem Maria morreu. Durante os primeiros quatro Séculos nada se escreveu sobre o fato, embora se afirme que a Festa da Dormição já era observada em Jerusalém logo depois do Concílio de Éfeso (431). Segundo a Tradição, Maria voltou de Éfeso, hoje sudeste da Turquia, uns 600 Km ao sul de Istambul, para Jerusalém quando o Apóstolo São João foi participar do primeiro Concílio Apostólico da Igreja conforme registrado em Atos dos Apóstolos Capítulo 15, Versículos 6 a 29. Este Concílio Apostólico já não contava com a presença de São Tiago menor, primeiro Bispo de Jerusalém, morto à espada por ordem de Herodes Agripa, neto de Herodes Magno. Conta-se a Ortodoxia que Maria Santíssima passou por um fim desta vida tão natural como qualquer outro ser humano, uma morte tão suave que associada a um doce sono. O seu túmulo foi encontrado vazio no terceiro dia! Conta-se que São Tomé chegou atrasado em Jerusalém, vindo da cidade hindu de Calamina, e quis ver o corpo de Maria Santíssima, mas o sepulcro estava vazio, exalando perfume de rosas.

 

São João Paulo II afirmou numa audiência papal em 1997 que Nossa Senhora de fato experimentou a morte natural antes da Assunção aos Céus! O Dogma da Assunção foi proclamado pelo Papa Pio XII no dia 1 de Novembro de 1950. Se houve Ressurreição do corpo da Virgem, então entendemos que de fato ela morreu, como crê a Igreja. São Bernardo a chama de “Onipotência Suplicante”, ela que intercede por nós sem cessar, ao lado do trono de Cristo Rei.

 

Minha Gente Iluminada, mais um texto, mais uma Palavrinha Amorosa Do Padre. Sabe que estou me acostumando com esta literatura semanal!!!! Quando comecei a publicar meus textos lá no longínquo mês de Março, estopim das regras básicas de distanciamento social, me recordo que escrevi da necessidade de não se perder a Graça de Deus e o bom humor. Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada pessoa deveria se fazer a seguinte pergunta: “VOCÊ CRÊ QUE SERIA CAPAZ DE CONVERSAR COM PRAZER COM ESTA PESSOA ATE A SUA VELHICE?” Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o Tempo são aquelas construídas sobre a arte de prosear e de cultivar o humor! Terminei a Palavrinha Carinhosa Do Padre da semana passada analisando o fato de Caim oferecer o sangue de seu irmão Abel no primeiro homicídio da História. A primeira lição que aprendemos no fim daquele meu texto é que expressei com elegância e inteligência (me perdoem a ausência de modéstia) um problema filosófico e teológico fundamental: a relação entre a existência de Deus e a prevalência do Mal. E a segunda lição, menos óbvia, é que coloca uma pergunta crucial sobre a relação entre a moralidade e o humor. Será que as pessoas intensamente comprometidas com a moral, e Deus é o ser moral por excelência, toleram o sentido de humor? Veja que terminei a frase com ponto de interrogação! Não se trata de uma afirmação, mas de uma questão para que cada qual possa refletir a respeito.

Que marca Deus imprimiu em Caim?

Fico imaginando o Emoji: seria um crânio da bandeira de piratas (☠️), uma pimenta (🌶), uma jaratataca (🦨), um novo Coronavírus (🦠)? 

 

Quando estudamos Filosofia comprova-se que Platão e Aristóteles não tinham simpatia especial pelo Bom Humor. O humor é uma falsificação da Verdade, uma falsificação capaz de enganar e iludir. Me perdoem a intuição caipira, mas penso que quando se procura a Verdade e, mais ainda, quando estamos convencidos de que existe somente um caminho para a Virtude, qualquer cabeça de tanajura olha para o humor como uma ameaça. Além disto, se a experiência, (do latim “experientia”: ex (fora), peri (perímetro) e entia (ação de aprender), ou seja, sair do periférico rumo ao âmago do saber), prossigo com meu argumento, se a experiência é a mãe de todos os aprendizados, a minha experiência não mente ao denunciar que as pessoas mais moralistas são também as menos tolerantes em matéria de humor. Será que a moralidade e o humor são psicologicamente incompatíveis? O humor, tal como a criatividade em geral, precisa quebrar essas regras para, como posso esclarecer? Para funcionar! Isto: quebrar as regras para funcionar! Por isto que para algumas pessoas, um padre contar um causo ou uma piada na Homilia para melhor ilustrar o cerne da Palavra, parece uma agressão profana.

 

Gente Iluminada: Os verdadeiros sábios não têm outra missão que aquela de nos fazer rir por meio de seus pensamentos e de nos fazer pensar por meio de seus gracejos. É natural que pessoas com elevado sentido moral são menos propensas a uma violação por mais benigna que transpareça, da moralidade. No fundo, revelam uma maior rigidez de pensamento e, consequentemente, uma menor disponibilidade para uma gargalhada diante do que consideram sagrado. E aprendi na experiência do dia a dia que a incapacidade de experimentar o humor faz com que o moralista seja menos apreciado pela maioria, que obviamente não tem padrões morais tão elevados. Por um lado, entendo que a “sinalização da virtude” é irresistível para certas almas narcísicas e inseguras. Por “sinalização da virtude,” entenda-se: a exibição pública de uma virtude presumida perante as causas politicamente corretas do momento. Lembra-se do que eu disse a Enfermeira Chefe da UTI do Hospital onde estive há dias e citei no texto PALAVRINHA CARINHOSA da semana passada? — '““ Quando foi o Óbito? Pessoas bem resolvidas na Vida estão no Cemitério!”” Isto porque penso que excessos de virtude criam repulsa em qualquer ser humano normal. Eu penso que o humor, por mais inofensivo que seja, exige sempre a violação de certas normas morais, sociais ou religiosas. “Não há humor no Céu,” disse o escritor e humorista americano Mark Twain. Verdade! O humor precisa de imperfeição para acontecer. Deus me Livre! Imagine um Céu de Santos e Santas sisudos, almas cabisbaixas oprimidas pela ausência do riso, um Cristo de fisionomia disforme, rude, boçal, anjos e arcanjos de cenho transtornado pela amargura de uma seriedade perpétua? A tentativa de criar este tipo de Céu insípido na Terra não significa apenas uma ameaça para o riso e para a Religião. Será, como sempre foi, o princípio de um novo Inferno. Satã, o carcará malévolo é adulto vestido a rigor. É sério! Ele não ri. Não sabe dançar! Por isto penso que necessário se faz ensinar as crianças a arte do riso desde a mais tenra infância.

 

Perdoem a audácia estupida deste pobre padre caipira, mas eu queria ser DEUS! É que a VIDA é tão boa, ... E DEUS não morre.

 

Sabemos que o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud criou uma hermenêutica (uma forma de interpretação no Mundo) que transformou as relações entre pais e filhos (e não só elas). Um dos impactos dessa nova forma de interpretar a História das pessoas foi fazer pais e mães (principalmente essas) sempre se perguntarem no que erraram, qual sua parcela de culpa ou responsabilidade na Vida psicológica dos filhos. Na verdade, essa conta nunca fecha porque não se trata de engenharia aqui, mas de seres humanos, inexatos, imprecisos, ambivalentes. Um efeito colateral dessa Hermenêutica é ter transformado gerações em grandes problemas insolúveis ou vítimas daquilo que o sociólogo húngaro Frank Furedi chamou de “culto da vulnerabilidade.” Longe de mim questionar a Psicanálise! Quem sou eu? Eu adoraria ser psicanalista! Conta-se ainda com a ausência da verdade como um dos traços do Capitalismo avançado em que vivemos. Promove-se a elevação da mentira a categoria de ferramenta de construção social da prosperidade. Todos felizes que nem propaganda de margarina na TV. Quase todo mundo mente deslavadamente. Leia de novo: QUASE! Eu não generalizei escrevendo TODO mundo mente, ....

 

Parece-me que há uma “ciência da mentira” transformando o mundo num imenso parque de adultos ridículos. O mês de Agosto trouxe-me a visão da inexorabilidade do Mal no Mundo que causou divisão de pensamentos na Igreja! Vou tentar explicar. Morei em Brasília há muitos anos. Dizem que o habitante de Brasília passa por quatro Ds: Deslumbramento, Decepção, Desespero e, por último, Demência. Brasília foi inaugurada oficialmente em 21 de Abril de 1960, ou seja, há 60 anos atrás! Dizem escritos da Ordem dos Padres Salesianos que São João Bosco, em Turim, teve um sonho profético em 1883 a respeito desta Capital Federal erguida entre os paralelos 15 e 20, no centro do Brasil. Conta a História que o presidente Juscelino Kubitschek estava na Exposição de Gado em Uberaba, no Triângulo Mineiro, em início de Maio de 1956 quando garantiu a construção da terceira Capital do Brasil no interior de solo goiano. Pensa o ciúme dos mineiros!!!Dizem até que Brasília seria na região de Almeida Campos, uma viela nas proximidades de Sacramento, mas não dispunha de água suficiente para uma Capital. O estágio de demência se manifesta quando uma pessoa passa a gostar da cidade!

 

Interessante saber que foi o Coronel De Cavalaria, João Figueiredo que exerceu o cargo de comandante do Primeiro Regimento de Cavalaria de Guardas em Brasília, os famosos Fuzileiros Dragões da Independência, transferidos em 1960 do Rio de Janeiro para a Capital Federal. Passa-se o tempo! Posteriormente o agora General de Brigada, João Batista De Oliveira Figueiredo torna-se o trigésimo Presidente da República do Brasil, sucedendo Ernesto Geisel e governando de 1979 a 1985. Eu cheguei em Brasília em 1986.

 

Ahhh, o Tempo,.....

 

Eu fico aborrecido quando atacam Brasília. Dizem que lá só há ladrões! Esquecem de dizer onde os ladrões nasceram, foram criados e matriculados na Academia da mentira e do roubo. Ninguém diz que quando acaba a semana o Aeroporto de Brasília congestiona-se de homens do poder voltando para suas cidades! Alguns críticos dizem que a solução para a política nacional está na volta da Capital do Brasil para o Rio de Janeiro. Mas a culpa não é da Capital, mas dos homens! Talvez o meu leitor imagine que estou, na verdade, no estágio da demência. Quem sabe! O fato é que desde 1988, quando tomei outros rumos na Vida, sai de Brasília, mas vez ou outra sinto saudades!

 

Escrevi que há uma ruptura em nossa Igreja militante, haja vista a contenda totalmente desnecessária de líderes católicos com a Presidência da Nação. Primeiro, no início de junho, um padre da Diocese de Limeira declara que o Presidente da República é um bandido e que todos os 57.797.847 eleitores que o elegeram no Segundo Turno das Eleições estão em pecado. Meu Jesus! Haja Capeta para tanto pecador. Haja padre para atender tanto penitente! Daí o professor Cleir Pereira, de São João Del Rei, escreve uma Carta Aberta ao respectivo padre, publicada nas redes sociais. Carta excepcional. Eis que no fim de Julho um grupo de 152 Arcebispos e Bispos da CNBB assinaram um Documento intitulado Carta ao Povo de Deus ressaltando a omissão, apatia e rejeição pelos mais pobres, além da incapacidade do Governo do atual Presidente da República para enfrentar crises, e do desprezo pela Educação, Cultura, Saúde e Diplomacia.

 

Hoje, na Igreja Católica do Brasil há 480 Bispos, sendo que 307 são membros efetivos da CNBB. O Bispo Emérito de minha Diocese, Dom Fernando Figueiredo não assinou o Documento e também não o Bispo Titular, Dom José Negri. Eu li o Documento e considerei uma ironia o término constar a Benção Litúrgica referência para o povo judeu no Livro de Números Capítulo 6, Versículos 24 a 26. O grupo arranca o escalpo do Presidente da República e ainda assina com uma Benção? E que surpresa ainda maior quando dias depois surge na Mídia uma Carta assinada por mais de 1.000 padres e diáconos em apoio aos Bispos signatários do Documento enviado ao Presidente da República!!! Eu não entendi o silêncio dos Sucessores dos Apóstolos quando no Carnaval deste 2020 a Escola de Samba Gaviões da Fiel denegriu de modo profano a imagem de Jesus torturado por Satã. Que eu saiba, somente a Bancada Evangélica dos Deputados Federais denunciou como “Intolerância Religiosa” esta aberração travestida de Arte da Comissão de Frente da Gaviões! A degradação de um povo começa na sua Cultura. O meu Bispo Diocesano, além do Vaticano, tem o poder e o direito de impor-me o que o Direito Canônico chama de Silêncio Obsequioso, como aquele imposto ao Leonardo Boff e à Ivone Gebara!

 

Então, se eu desaparecer, ou fui abduzido pela Nave Mãe, ou arrebatado pela Carruagem de Fogo do Profeta Elias, ou por fim, condenado a obscuridade. O que penso, Gente Iluminada, é que precisamos nos unir mais ainda nestes tempos difíceis de Pandemia. Eu rezo incansavelmente pelo nosso Brasil, pela paz e pela prosperidade do País como fiz nestes 18 anos de Sacerdócio. Rezei pelo São Lula, pela Dilma, pelo Temer. Rezo pelo Bolsonaro sem ter vínculo político partidário e rezo pelo Bom Senso de uma Nação. E já que nestes últimos tempos promovemos nossos agentes de saúde, coveiros e até capelães de Hospitais a heróis anônimos do início deste Século, rezemos pelo heroísmo obscuro de nossos líderes do Episcopado, afinal o que muitos destes Bispos entendem de Pobreza?

 

Hoje utiliza-se de um termo científico: Mal de Alzheimer. Antigamente era “caduquice.” Recordar é preciso: O Governo Sarney fraudou o Banco Banespa em 1 Bilhão de Cruzados, moeda da época. O Governo Fernando Henrique se envolveu no famoso caso de privatização do sistema Telebrás. No Governo Dilma o escândalo do Petrolão rendeu ao Partido dos Trabalhadores a quantia de 200 milhões de dólares, mais de Um Bilhão de Reais. De São Lula, o candidato mais honesto desde Cristo Jesus, está para sair a terceira sentença do dito cujo na Lava-Jato, o caso da propina de 13 milhões de reais da Odebrecht para a aquisição do terreno da nova sede do Instituto Lula e de um apartamento no município de São Bernardo do Campo. Eu exerço o direito ao voto desde 1988 e pergunto: em, pelo menos num destes escândalos políticos tão recentes, onde estavam os nossos Bispos com suas Cartinhas de Repúdio? Vivem em Palácios Episcopais, mesa farta, adega climatizada, portadores de um Plano de Saúde com direito a atendimento médico em Hospitais no Ranking dos melhores do Brasil, suponho que com Salário integral nestes tempos pandêmicos, carro à disposição, e quando na passagem da Vida Terrena para a Vida Eterna, são sepultados em Criptas, nas Catedrais, báculo ao lado do corpo, mitra na cabeça, devidamente paramentados sob nuvens de incenso importado. Percebe como palavras lançadas ao vento nos induzem ao ódio a ponto de a gente apanhar em armas para defender nossos mais mesquinhos ideais? O Bispo de hoje deve ser o homem do coração traspassado porque tem o papel de reconduzir os outros ao centro mais autêntico da existência aceitando a incompreensibilidade do Amor, a única arma capaz de vencer a Morte. O Episcopado, imagino, pouco a pouco deve ficar somente com a sua essência mais autêntica: ser o homem de Deus, o “homo religiosus,” aquele que crê, espera e ama! A situação em que um Bispo deve viver termina sempre por lhe propor a questão: És aquilo que deves ser, ou seja, o homem do coração transfixado, verdadeiro templo de Deus, e a fonte do Espírito, autêntica força da tua Missão e da autenticidade das tuas palavras?  Veja lá, se o Bispo deve ser assim, e o é, aliás, se adere às exigências da sua Vocação Episcopal, o é, nas dimensões mais profundas por Graça de Deus, se se encontrar sempre diante de exigências que o empenham até o espasmo e se perguntar onde pode encontrar o que em si mesmo não encontra, deve tomar o exemplo ao qual pode olhar com simplicidade arquetípicas: então não poderá fazer senão voltar o olhar para o Senhor que serve, erguer os olhos para Aquele que foi traspassado e venerar o coração de Cristo. Enfim, o Bispo tem obrigatoriamente de ser um homem em que se pode confiar, que exerce ou procura exercer, da melhor maneira possível, um Ministério de louco, a de levar não somente os próprios fardos, mas também os dos outros. Um homem que, mesmo tendo todas as possibilidades, não participa da caça desesperada e neurótica ao dinheiro, ao prazer e a todos os outros analgésicos contra a trágica desilusão da existência.

 

Um Bispo é um Louco de Deus.

 

 Os brasileiros que visitam a Toscana devem a partir desta PALAVRINHA AMOROSA DO PADRE incluir esta dica, visitar o antigo Cemitério de Pistoia, cidade natal do Papa Gregório IX que governou a Igreja entre 1667 a 1669.

 

Os corpos dos 465 combatentes brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial ali inicialmente sepultados foram removidos para o Memorial da Praia do Flamengo no Rio de Janeiro, mas seus nomes continuam numa muralha atrás do belo monumento projetado pelo arquiteto Olavo Redig De Campos. Uma pira acesa ininterruptamente e a Bandeira Nacional do Brasil completa a discreta solenidade do monumento histórico. Aqui no Brasil a gente via a Bandeira Nacional só nos ombros de roqueiros se apresentando no Rock in Rio. Escrevi tanto, tanto, tanto, que tudo se resume nas poucas palavras inscritas no Evangelho de São Marcos 3,24: “se um reino estiver dividido contra si mesmo, não subsiste.

 

Encerro afirmando que este pobre padre caipira aqui não tem vínculo algum com a Bandeira do PT e que a minha imagem, miserável imagem, se bem que eu me considero apessoado, um charmoso que não tem a imagem associada à de Jair Bolsonaro. Não tenho casa própria, sepultura, adega ou automóvel em meu nome! Podem me enterrar sem paramentos sacerdotais, sem anel e sem minha Cruz peitoral. Tenho mesa farta, o que é justificável exatamente porque sou de Minas Gerais, Estado no qual a mesa da cozinha se torna o altar onde se celebra a amizade. Tenho Plano de Saúde igualzinho ao do meu Bispo Diocesano e o meu salário sofreu redução em vista da Pandemia, mas nada me falta. Amo e sou Amado! Como Belchior cantava: “Eu sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no Banco, sem parentes importantes e vindo do Interior!”

 

Não sejamos DIVISÃO no seio da Nação e da Igreja! Divisão é do Cão.

 

 Palavra de Deus para hoje está no Livro de Judite no Capítulo 16, Versículos 13 ao 17. 

 

Termino pois, com a promessa irrefutável de minhas Preces e com as bençãos sacerdotais deste Louco de Deus.

Padre Claudio Dias.