Paróquia Bom Jesus

Palavrinha  Carinhosa do Padre!

Nesta Quarta Semana de Tempo Pascal dedicada ao Bom Pastor

 

Meus Queridos filhos e filhas espirituais da Paróquia Bom Jesus e irmãozinhos muito amados deste Brasil Verde e Amarelo. 

 

Escrevo este meu artigo semanal nas últimas horas de 1° de Maio, Dia de São José Operário, Dia do Trabalho, Dia do Trabalhador, Dia da Literatura Brasileira e Dia da morte de Ayrton Senna, piloto de Fórmula 1 e ídolo de uma geração. 

 

Sabe, Gente Iluminada, em princípios de Novembro de 1755, no Século XVIII houve um terremoto em Lisboa, Capital de Portugal, causando a morte de mais de dez mil pessoas. Segundo a História, o filósofo iluminista Voltaire escreveu “O Poema sobre o Desastre de Lisboa.” 

 

Diante do desastre sísmico, Voltaire termina seu Poema de modo melancólico: “Um dia tudo estará bem, eis aí a nossa esperança! Tudo está bem hoje em dia, eis aqui a ilusão!” 

 

A Pandemia de Coronavírus supera em grau e número o terremoto de Lisboa. Segundo estatísticas o Mundo já contabilizou mais de 235 mil mortes por Covid-19. 

 

Atualmente parece que brotou do Cosmos uma geração de gente com Doutorado em Epidemiologia e Infectologia. Gente chata! Gente de opinião totalmente dispensável. 

 

Eu, particularmente, rezo pela descoberta de uma vacina antiviral, mas me perdoem os mais críticos, creio que o número de mortes é bem maior. 

 

Em um dos meus recadinhos carinhosos publicados recentemente, escrevi que não confio em produtos da China e do Paraguai porque estão invariavelmente ligados a imagem de contrabando, pirataria ou má qualidade, porém escrevi que se o indecente do novo Coronavírus é produto de laboratório bioterrorista chinês, ultrapassava todas as perspectivas. 

 

Imagino que a China encobriu o real número de contaminados e mortos. A ponto de bem recentemente a quantidade de óbitos em Wuhan, cidade onde a doença foi detectada pela primeira vez, foi ajustada para cima em mais de 50%, além do que há a suspeita de que a epidemia já estaria em curso ao longo de Dezembro de 2019. 

 

Caso haja dúvida por parte deste leitor que investe seu tempo na leitura de “minha palavrinha carinhosa”, lembre-se de que o primeiro médico chinês a denunciar o indecente do Coronavírus foi preso, o que retardou o combate ao vírus, que poderia, sabe Deus, ter poupado o Mundo todo da catástrofe, negligência que prova uma inacreditável falta de senso de humanidade. 

 

Eu não dou crédito a Governos ditatoriais comunistas. Esta crise atual de terrorismo biológico remete ao acidente nuclear de Chernobyl, em abril de 1986, quando se revelou a incompatibilidade da então União Soviética com o resto do Planeta. 

 

Quando o reator 4 da usina nuclear explodiu, liberando radiação equivalente a 500 bombas atômicas, o governo soviético tentou abafar todas as informações. 

 

Hoje fala-se de DEZ casos oficiais de óbito por Coronavírus na Venezuela. Só? Blefe!!!! Fala-se de SESSENTA E QUATRO casos de óbito em Cuba!!!! Fraude. Fala-se de QUATRO casos de morte por Coronavírus na Nicarágua. Fake News. Fala-se de ZERO casos de morte pelo vírus na Coreia do Norte. Ilusão circense. 

 

Independente de estatísticas, somente um aspecto é positivo, a solidariedade internacional provocada pela tragédia, ressaltando três pontos fundamentais: o respeito à Ciência, o cuidado que devemos ter com os mais vulneráveis e a necessidade de dedicar TEMPO a nós mesmos e àqueles que amamos. 

 

Eu tenho fama de ser teimoso e irascível às vezes, desde os tempos de Quartel, mas aprendi a duras penas, tanto nos Fuzileiros como na Igreja, que preciso abrir mão do mito da Instituição perfeita, mito que levou-me a crer que a instituição poderia ser estabelecida por mim mesmo, à minha imagem e semelhança. 

 

Vaidade das Vaidades!!!! 

 

Dia destes tivemos Reunião dos Sacerdotes no Setor Pastoral. É óbvio que conversamos a respeito do isolamento social exigido em vista da letalidade do vírus e suas consequências. 

 

Falamos sobre a Bíblia. Está escrito no Livro da Sabedoria Capítulo 2, versículo 23: “Deus criou o Homem para a Imortalidade e o fez à imagem de Sua Própria Natureza.” 

 

Conversamos sobre a interferência de Deus e desabrochou uma questão: Por que Deus deixou para criar o homem no sexto dia da Criação? 

 

Um padre disse que Deus pensou em organizar primeiro todo o Universo, de modo que pudéssemos desfrutar de todas as maravilhas terrenas à nossa disposição. Um segundo padre disse que Deus quis testar a sua imaginação divina nos animais e plantas de modo a não cometer nenhum erro na criação do ser humano. 

 

Eu lá estava com minha xícara de café puro, sem açúcar, sem mel, quando me provocaram: —Na sua opinião, padre, por que Deus deixou para criar o homem no sexto dia da criação? Eu, mineiro do sertão das Minas Gerais, caipira nato, admirador das maravilhas de Deus, lembrei-me de Eclesiástico Capítulo 16, versículo 20: (Deus conhece todos os corações) e fiz calmamente minha contribuição ao debate: —Muito simples. Para que, quando somos tocados pelo ORGULHO, possamos refletir que até mesmo um simples mosquito teve prioridade no Trabalho Divino. Ponto final. Silêncio sepulcral. 

 

Continuei sendo irascível na visão de alguns, mas fazer o que? O que realmente importa, Gente Iluminada, é perceber a impressionante capacidade que a gente tem de se adaptar e de se superar. 

 

Com certeza, no futuro, vamos todos olhar à nossa volta e perceber, com imenso ORGULHO, que foi a audácia e a resiliência de milhões de brasileiros unidos que permitiu superar mais uma crise. 

 

A hora é de descobrir a solidariedade e a generosidade em cada um de nós. E aproveito o restante de sua paciência para com este pobre padre para lembrar nossos mortos. 

 

“Foram-se os bons, os amados, os belos, mas eu não me conformo”, - escreveu a poetisa americana, Sarah Teasdale. Neste tempo lúgubre de indecência plena deste inimigo invisível, mas letal, rezemos pelos que partiram, por aqueles que amamos, ou conhecíamos, e que deixou de existir nesta esfera. 

 

Não ouviremos seus passos no corredor, sua voz ao telefone, nada de mensagens no WhatsApp, não nos reuniremos na noite de Natal ou no almoço de Páscoa, não partilharemos mais nossas façanhas ou queixas, não trocaremos e-mails. 

 

O endereço eletrônico inútil ainda nos espreita na tela do Computador. O que fazer? Deletar como se a gente deletasse uma Vida? 

 

Esta “Palavrinha” de hoje, na semana em que a Igreja celebra Jesus como o Bom Pastor e a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, é uma homenagem a todas as pessoas queridas que sepultamos. 

 

Homenagens não trazem ninguém de volta, mas talvez ajudem a nós, os que ficamos, a curtir mais, e melhor, o que temos por perto, em lampejos de silêncio e contemplação. 

 

A Morte, intrusa indesejada, sobre a qual tanto se fala, tanto se escreve e se pensa, não pede licença. 

 

Sem bater, escancara num empurrão porta ou janela, entra num salto felino, e às vezes dá o bote mortífero em quem mais amamos. 

 

E aí não tem analgésico, não tem descanso, não tem bálsamo, não tem nada senão a dor, apesar da nossa natural dificuldade de lidar com ela, a dor é necessária. 

 

É preciso chegar ao fundo do poço em trevas para poder sair dele. Presenças marcantes e bondosas, conforto em alguma palavrinha carinhosa, saber que os outros estão ali, que nos ajudam nas coisas praticas, nos fazem sobreviver. 

 

Mas não queiram que a gente NÃO sofra, mesmo nesta cultura da agitação, em que no segundo dia de luto já querem que ouçamos o mais recente lançamento musical do Carnaval do ano que vem. 

 

Quero homenagear o que se foi. Não teve direito a velório, coroa de flores e velas. O nome não importa. Sua idade não importa, a tristeza é sempre a mesma. 

 

Devido o grau de letalidade deste indecente vírus, o corpo é colocado num invólucro de plástico negro, e num segundo invólucro plástico, e enfim, no caixão, para ser sepultado às pressas, às vezes sem preces.

 

Qual seria a hora certa para morrer? 

 

Daí a gente se vê pensando em quantas pessoas morrem com antecedência, em acidentes automobilísticos como o nosso Ayrton Senna ou em fatalidades. Seremos os próximos? 

 

Minha mãe morreu aos 70 anos, há quase SEIS ANOS ausente deste nosso Mundo, arrebatada pelo cruel Mal de Chagas. Foi cruel. 

 

Papai partiu há dez anos e a primavera de 2014 arrebatou pessoas muito queridas a este já sofrido coração. Foi duro. De repente eu não tinha mais a quem pudesse chamar de “mãe”, e me senti extraordinariamente órfão. 

 

Por fim, homenageio aqui, também, a todos nós que ficamos com a singular missão de preservar no coração e no pensamento, esses queridos que aparentemente perdemos, e de aos poucos retomar a Vida como os nossos mortos gostariam que a gente fizesse, pois, afinal a Vida chama, ainda que no início do nosso luto isso nos pareça um insulto. 

 

Honrando a Vida estamos também honrando os nossos mortos, que, na nossa lembrança não mais crispada, na nossa tristeza melancólica não mais indignada, na integração de seus atos e palavras em nós, no que temos de melhor, continuarão vivos. 

 

Em última análise, apesar de todo dilaceramento, solidão e lágrimas, a morte que não é o fim, mas transformação, estranhamente, loucamente, tem um poder limitado: seu dedo cruel e ossudo não consegue encontrar a tecla com que deletar nossos melhores afetos. 

 

Palavra de Deus para meditação nesta semana benta

Livro do Profeta Isaías Capítulo 61, Versículos 1 ao 3.

 

 

Com minhas Preces e Benção Sacerdotal

Padre Cláudio Dias.